domingo, 6 de maio de 2018

STAR WARS - SOBRE A ATUAL DISCUSSÃO DA SAGA








  Resolvi me manifestar sobre o assunto, após flagrar tantos comentários infelizes sobre os rumos da série de longas-metragens. Pois bem... Como fã da saga, eu não podia ficar indiferente aos fatos. Pois bem... Acho pura ignorância tecer críticas gratuitas e sem embasamento, quando tais internautas partem para o extremismo. Mas... vamos lá. Desde a entrevista publicada na revista Cinemin, em 1983, o mestre George Lucas declarou que já planejava contar a pré-história das personagens filmando, assim, os episódios I, II e III. Então, o cineasta aguardou anos para que os efeitos especiais evoluíssem para tal missão. Portanto, quando alguém critica a realização destes filmes parece não lembrar desta questão. Imagine se George Lucas não tivesse completado a saga e deixasse apenas os episódios IV, V e VI. De qualquer jeito, os iconoclastas de plantão iam esculhambar o diretor e dizer que ele ficou em divida para com o público que o acolheu no passado. Enfim... Das plateias das arenas romanas até aqui nada mudou. Em tempo - sobre a nova geração e os filmes derivados de "Star Wars": Emilia Clarke (do longa "Han Solo") não é atriz da Disney como o mimis acusaram, pois ela fez carreira na série "Game of Thrones", Felicity Jones ("Rogue One") é uma atriz respeitada pela crítica. Diego Luna, ator latino americano também é diretor (nem tão novo assim) é prova da diversidade étnica atuante. Se existe unanimidade ela recai no protagonista Alden Ehrenreich (Han Solo), ator descoberto por Warren Beatty (em outro longa sobre Howard Hugues). Muitos questionam o talento deste ator, enfim...

Um dos melhores lançamentos da saga derivada, questionada por fãs conservadores.

O longa sobre o jovem Han Solo.

A linda e boa atriz Emilia Clarke.

Star Wars VIII - O Último Jedi.



  Quanto aos jovens da saga oficial, a discussão atual me faz lembrar quando meu pai falava a mesma coisa de Mark Hamill quando este foi lançado décadas atrás, ou seja, sempre o preconceito assume seu espaço em cada época. Obvio que os filmes novos são favorecidos pela tecnologia que, em contrapartida sempre ofusca o que de melhor a história possa apresentar, porém, são sinais dos tempos. Se os velhos mimados (leia-se adolescentes de outrora) estão insatisfeitos com os resultados de STAR WARS, simplesmente não assistam e procurem os super-heróis da Marvel ou da DC Comics para suprirem suas carências afetivas. E não sejam egoístas, caso sejam "solteirões", adotem uma criança e levem ao cinema.




(EMERSON LINKS).

sábado, 28 de abril de 2018

AGILDO RIBEIRO DESCANSA EM PAZ

Carreira do grande humorista foi marcada graças a ascensão da TV nas décadas de 1970 e 1980, porém, muito antes ele deixou sua marca em grandes atuações no cinema.






OBS. Matéria sendo escrita em tempo real.

sábado, 14 de abril de 2018

MORTE DE MILOS FORMAN É UM TRISTE SINAL DA ÚLTIMA GERAÇÃO DOS GRANDES MESTRE DO CINEMA


                                          Milos Forman dirigiu os maiores filmes dos anos 1970 e 1980.





REPORTAGEM ESCRITA EM TEMPO REAL. EM BREVE SERÁ POSTADA AQUI.

domingo, 4 de março de 2018

TÔNIA CARRERO, UMA DAS ÚLTIMAS ATRIZES PIONEIRAS DO CINEMA DO SÉCULO XX, DESCANSA EM PAZ






Texto: Emerson Links.



Ela adaptou o padrão de atuação universal hollywoodiano em produções de cinema da Vera Cruz. Em contrapartida revigorou a estética do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde não era comum abrigar mulheres autenticamente bonitas (que empreendiam a arte de representar), e com o passar dos anos se tornou figura marcante nas produções dos anos de ouro da Rede Globo (iniciando em "Pigmalião 70" porém alcançando o auge da popularidade com o lançamento de "Água Viva", folhetim de Gilberto Braga). O afastamento gradual dos holofotes, ajudou a construir o mito que o público seleto amou cultuar através das memórias das mídias eletrônicas (anos 1990) e virtuais (século XXI). Com vocês, uma breve análise da carreira de uma artista brasileira sem igual.





  Antes de qualquer menção equivocada brindada pelos jornalistas da nova geração que só assistem novelas, eu gostaria de cutucar a todos informando que a bela atriz, quando jovem, ainda não trabalhava com teledramaturgia, portanto, não era "apenas" um ícone da televisão brasileira conforme foi decretado pelo G1. Tonia Carrero representou simplesmente a nova safra de estrelas do nosso cinema, que nos anos 1950, resumia-se a comédias despretensiosas para as massas, invariavelmente produzidas pelas "companhias" Vera Cruz, Atlântida, Herbert Richers e Mazzaropi Produções (era assim que chamavam aquilo que, hoje, conhecemos como "produtoras"). Sim, representou, porque, antes dela (Tônia) chegar a protagonizar os filmes dramáticos que começaram a ser realizados na década de 1950, havia, entre outras ilustres, a grande dama do teatro, Cacilda Becker, que participou de "Floradas na Serra", e também, Eliane Lage, que se transformou em um mito após sua curta carreira em filmes como "Caiçara" (1950), "Angela" (1951), "Terra é Sempre Terra" (1951), "Apassionata" (1952), este último, por sinal, estrelado por Tônia Carrero, em grande estilo. Porém, Eliane Lage fazia o tipo cabocla, Fada Santoro (de "Areias Ardentes", 1952) exercitava a imagem de boa moça em busca da versatilidade, Heloísa Helena (de "Terra Violenta", 1948) era a urbana do cotidiano, Eva Wilma, a heroína preterida ("Uma Pulga na Balança", 1953, e seriado "Alô Doçura"), Eliana Macedo ("Carnaval no Fogo", 1949) lembrava sempre aquela moça prendada conferindo a fila de pretendentes (mesmo em 1958, em "Alegria de Viver", filme que comemorava os primeiros passos de dança do rock and roll brasileiro, ela se manteve a jovem que toda família queria ter em casa como nora). Enfim, o ingresso de Tônia Carrero no cinema brasileiro revestiria as telas de um glamour dificilmente encontrado em estreantes de plantão. Haja vista que até cantoras maravilhosas como Angela Maria, Emilinha Borba, Inezita Barroso, Adelaide Chiozzo e Doris Monteiro, que estavam em alta no rádio, tinham boa receptividade nas chanchadas brasileiras (as três últimas citadas tinham papéis definidos em cada filme). O cinema brasileiro, assim como no resto do mundo, também, necessitava ter seu cast de belas atrizes que tratassem com dignidade a arte de representar. E não era uma reivindicação fácil de ser atendida, haja vista que vedetes em evidência como Dercy Gonçalves, Sonia Mamede e Anilza Leoni inclinavam-se para as comédias e as atrizes de talento (porém meramente simpáticas) como Renata Fronzi, Eva Todor e Célia Biar ficavam em outras posições de destaque sem nunca alcançar o status de estrela principal. Barreira essa que seria rompida depois com o surgimento de beldades como Odete Lara, Ilka Soares, Norma Blum, Elizabeth Gasper, Theresa Amayo, Maria Dilnah, Norma Benguell (isso já em meados dos anos 1950 em diante). Todas estas marcaram toda uma geração. Não importando medir a dimensão de beleza, interpretação dramática ou glamour casual, pode-se dizer que Tônia Carrero foi o big-bang da modernização de todo um sistema de broadcasting.



  A jovem Maria Antonietta de Farias Portocarrero, que nasceu a 23 de agosto de 1922, no Rio de Janeiro, e foi criada na zona sul da capital carioca. Era descendente do marechal Hermenegildo de Albuquerque Porto Carrero (barão de Forte de Coimbra), e que, apesar de ser graduada em educação física, optou pela arte dramática indo estudar teatro em Paris. Entretanto, antes de frequentar qualquer curso de especialização, recebeu o convite para atuar no filme "Querida Susana" (1947), de Alberto Pieralise, com os jovens Anselmo Duarte e Nicette Bruno. No início, o que chamava a atenção era a sua beleza aristocrática, eventualmente poderia interpretar o que quisesse, considerando que seu rosto marcadamente europeu afastava-a das personagens varzeanas. Charme, elegância e cordialidade caracterizavam a atriz em sua primeira fase. O carisma, sem dúvida, foi o que garantiu seu passaporte para o teatro. Foi nessa escola que Tônia Carrero aprendeu o que lhe garantiu sustentação por toda uma carreira, ou seja, a construção de uma personagem aproveitando elementos sólidos da própria personalidade. Exemplos: Rita Hayworth, Gene Tierney, Lana Turner, Donna Reed, Dorothy McGuire e Elizabeth Taylor (nem sempre num único tom interpretativo, vide sua carreira nos anos 1960 e demais épocas). Todas estas, assim como Tônia, começaram a colher frutos a partir da década de 1940. A diferença é que a base principal de nossa estrela foi sua iniciação no teatro. Melhor que isso, podia contar com seus colegas de profissão que pertenciam ao mais alto escalão das artes cênicas. Paulo Autran, que se tornaria o Laurence Olivier brasileiro (considerado o ator mais completo do século XX), seria peça fundamental na ascensão de Tonia Carrero como atriz. Ao lado dele, a bela estreou na peça "Um Deus Dormiu Lá em Casa", de autoria de Guilherme Figueiredo, sob direção de Silveira Sampaio. A boa repercussão do espetáculo rendeu-lhe o prêmio de atriz revelação pela Associação dos Críticos Cariocas em 1949. Ela não era mais um rostinho bonito. Vale dizer que, nesse meio tempo, o cinema ainda pedia passagem para Tonia e com isso, obteve presença marcante em outros dois filmes da época, "Caminhos do Sul" (1949) e "Perdida pela Paixão" (1950).
  Até então, a atriz era casada com Carlos Arthur Thiré, mas logo acabaria se envolvendo afetivamente com o diretor italiano Adolfo Celi e essa união resultaria em casamento em 1951 e, consequentemente, num contrato assinado com a Companhia Cinematográfica Vera Cruz. A convite do empresário Franco Zampari, sob os olhares vigilantes de Celi, a moça foi estrela dos principais filmes produzidos neste período. Ei-los: "Apassionata" (1952), "Tico-Tico no Fubá" (1952) e "É Proibido Beijar" (1954). Um ano antes, Tonia Carrero já fazia parte do lendário TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde atuou até 1955, quando decidiu fundar, com Paulo Autran e Adolfo Celi, a Companhia de Teatro Celi-Tônia-Autran (CTCA). Essa companhia pavimentou o grande circuito do teatro brasileiro que reverenciou os grandes autores clássicos universais como William Shakespeare e filosóficos como Jean-Paul Sartre.

Tônia ao lado do ator clássico, Paulo Autran.

Em "Tico-Tico no Fubá", contracenando com Anselmo Duarte.


  Em 1962, ainda participaria do filme "Esse Rio que Eu Amo", de Carlos Hugo Christensen, com roteiro de Millôr Fernandes, mas acabaria sendo seduzido por trabalhar na TV, porém continuaria firme no teatro mesmo após se separar de Adolfo Celi. Dois anos depois casou com César Thedim, engenheiro e produtor cinematográfico, responsável por filmes como "Deuses e Os Mortos" e "Azyllo Muito Louco" (ambos de 1970) e "Como Era Gostoso o Meu Francês" (1971). Sobre este seu terceiro marido ela teceria o seguinte comentário a Revista Época em 2009: "Ele era muito divertido, maravilhoso, não como companheiro. Melhor dos amigos e pior dos maridos" - definiu a atriz fazendo um balanço geral de sua vida conjugal. Suas memórias passaram a integrar um livro da Coleção Aplauso, "Movida pela Paixão". É de conhecimento público que muitos escritores e artistas em geral eram apaixonados por ela. Nem Paulo Autran em início de carreira escapou desta lista. Em defesa da atriz, ele já fez o que havia de mais ousado, ou seja, cuspir na cara de um crítico. O saudoso Paulo Francis levou a pior em um episódio especifico quando teceu comentários negativos sobre o trabalho de Tônia. Quer mais paixão que isso? E Paulo Autran, por mais que fosse questionado, uma vez que permanecesse vivo frente a Geração Internet, por sua atitude indelicada, ainda teria cacife por ser o maior ator da história do teatro brasileiro do século XX.

          Nicete Bruno, Paulo Autran e Tônia. Crédito fotográfico: Antonio Aguillar. 

Tônia Carrero e Ziembinski.


  A memória da artista bem que merecia um filme, considerando uma época onde a efervescência de cinebiografias favorece a nossa memória cultural, por muitas décadas relegada a um segundo ou um terceiro plano, agora emerge através de iniciativas iluminadas. Nas décadas anteriores cinebiografias eram lançadas de forma muito espaçada e poucas contavam histórias de atrizes, como nas década anteriores, que tivemos o longa-metragem sobre o cineasta Eduardo Abelin, "Sonho sem Fim" (1986), dirigido por Lauro Escorel, e, principalmente, "Leila Diniz" (1987), de Luiz Carlos Lacerda, sobre a saudosa atriz que estremeceu as estruturas do meio artístico dos anos 1960 e que morreu precocemente em um acidente aéreo em 1972.  É certo que no período de escassas produções que retratavam a vida de artistas brasileiros, Tônia Carrero estrelou três produções, tais como "Sonhos de Menina Moça" (1987), "A Bela Palomera" e "Fogo e Paixão" (ambos de 1988). Os convites para o cinema foram diminuindo restando apenas "O Gato de Botas Extra-terrestre" (1990) e sua última e derradeira aparição no drama "Chega de Saudade" (2008). Observa-se que sua atuação na TV era mais constante possivelmente por causa do retorno financeiro e pelo fato de estar cercada de maiores regalias que dificilmente ocorrem na Sétima Arte brasileira. Tonia era uma atriz que, apesar da influência libertadora do teatro, cresceu sob influência estética das grandes estrelas de Hollywood (fato que a Vera Cruz não deixa mentir), nem as maquiagens ou os vestidos da época.
  É perfeitamente aceitável que o corpo físico de 95 anos de Tonia Carrero tenha nos deixado em 3 de março de 2018, na Cliníca São Vicente, na Gávea, na Zona sul do Rio de Janeiro, porém, conforme a ocorre em esferas universais, nasceu um novo mito que a partir de então poderá ser cultuado por todos os amantes da cultura artística em geral. A vida continua. Para quem ainda não sabe, Tonia Carrero é mãe do também renomado ator Cecil Thiré (das clássicas novelas "Escalada" e "Roda de Fogo"). Ela, por assim dizer, impulsionou uma dinastia de artistas que se manterá viva por muito tempo, através dos netos e bisnetos. Todos estes, no caso dos netos (Miguel Thiré, Luisa Thiré e Carlos Thiré) também se revelaram atores competentes em diferentes graus de percepção e com determinadas variações, de acordo com o avaliador ("crítico") em questão. Ainda tem Vítor Thire, filho de Luísa e, consequentemente, neto de Cecil e bisneto de Tônia.

Cecil Thiré ainda criança com a mãe Tônia Carrero.


Da esquerda para a direita: Cecil Thiré, Tonia Carrero e Miguel Thiré.

Tônia Carrero e seu único filho, o diretor e ator Cecil Thiré.


  Como se vê, muitas vezes, o amor à arte sublima toda e qualquer acusação de nepotismo. O mais importante antes de ingressarmos em novas polêmicas é exercitarmos a memória cultural de uma nação tão sucateada por políticos corruptos e empresários inescrupulosos. Seria melhor que, de vez enquando, pelo menos, o povo, ao invés de perder tempo nas redes sociais discutindo a candidatura de algum "macunaíma" a Presidência da República pudesse colocar em sua agenda um pouco de entretenimento sadio. Na arte também se faz política, dependendo do caso. Mas, num breve momento cultural saudosista, mesmo sem eu ter vivido as décadas de ouro do cinema, fico com um sentimento de vazio com a morte de Tônia Carrero. O Brasil podia ser mais alienado no passado, porém, sinto, através dos relatos do artistas clássicos que entrevisto, que era certamente um país mais divertido que hoje. Por uma arte com mais aplausos e menos vaias gratuitas, revigoro minhas convicções. (...) E as pedras continuarão rolando... e os palcos e os holofotes idem. Graças a Deus!!!








Para saber mais sobre Tonia Carrero, assista no you tube:




Tonia Carrero entrevistada por Bruna Lombardi.




                                            Tonia Carrero - Notícias ao Minutos Brasil.


Eva Wilma fala sobre a morte de Tônia Carrero.


Tônia Carrero no Programa Cultura Retrô.


Recordar é Viver resgata entrevista de Tonia Carrero.


Video Show, Rede Globo. Entrevista com Tônia Carrero sobre lançamento de sua biografia.

Lançamento da biografia da atriz no Rio de Janeiro. "Movida pela Paixão", Coleção Aplauso.


Aniversário de 90 anos de Tonia Carrero.




quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

PROJETOS AUDIOVISUAIS 2018






Faça chuva ou faça sol, além dos longas de propostas relevantes e existenciais para a história da sociedade, possuo, pelo menos, outras sinopses de possíveis séries, especiais de TV, de alto cunho comercial, cultural e artístico, substancialmente algo bem genuíno que sinto falta de ver nas emissoras e redes de televisão brasileira TOP. Todo mundo sabe (quem me conhece no meio artístico e troca ideias comigo privadamente), sabe realmente que o longa O AMOR NOS TEMPOS DA INTERNET foi registrado como trilogia de livros e filmes, bem como minha outra franquia que me consumiu tempo e dinheiro por anos, A BÍBLIA DO ROCK (igualmente longa, livros e outros produtos). Mas, não vivo apenas disso, necessito sobreviver antes de concretizar tais projetos, portanto estou retirando do baú outras obras audiovisuais visto com potencial e que por razões A ou B ficaram para trás sendo substituídas por outras mais urgentes (prova disso é que virei capa do segundo caderno dos principais jornais do sul do país). O que ocorre é que vivemos num país onde existem mais que atores que produtores, infelizmente, ou seja, mais gente querendo atuar que produzir (ou criar) e isso limita muito o campo de trabalho para quem sonha com o estrelato. Acho, como já disse, aqui, em outras postagens que o caminho lógico é... lançar trabalhos audiovisuais de teledramaturgia em canais profissionais de web de TV, afinal, o público anda fragmentado e migrando cada vez mais para a internet. Seja onde for, pretendo estar onipresente dirigindo, produzindo ou escrevendo para o enriquecimento cultural de um país que ainda não formatou sua identidade plural para o mundo. É hora de democratizar o audiovisual comercialmente, sem a concentração dos monopólios, visto que em países como EUA existe a concorrência, de fato, e não apenas uma única rede de TV concentrando tudo. Enfim... Isso é um desabafo. A teledramaturgia na WEB é o novo passo para a revolução do livre arbítrio do espectador do século XXI.

(EMERSON LINKS). 

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

CONSELHOS AOS JOVENS E VETERANOS QUE DESEJAM RETOMAR CARREIRA ARTÍSTICA




QUEM QUER INICIAR OU VOLTAR A CARREIRA ARTÍSTICA DEVE, ANTES DE MAIS NADA, FINCAR OS PÉS NA REALIDADE QUE CRIOU PARA SI: Disciplina, estudo contínuo, aprimoramento da cultura literária e cursos de atualização são a ponte para o cidadão ser reinserido no mercado. Não adianta sonhar demais fazendo marketing nas redes sociais (o pior lugar no meu entender, para efetuar contatos profissionais). Os tempos são outros e a concorrência, em qualquer faixa etária, é cruel (já é difícil nos EUA e EUROPA, imagine aqui). Recomendo aos amigos que apreciam meus conselhos que invistam também, além de cursos de atualização e/ ou oficinas, em contatos corpo a corpo (sei que é difícil), num país onde existem mais atores que produtores e diretores (ou seja, muita estrela para pouca constelação), o caminho é o mais árduo nem por isso, também, o menos digno. Eu tenho uma receita que passei a alguns amigos anos trás e que deu certo (por incrível que pareça), muitos deles estão na TV e outros fazendo cinema (o meu blog não deixa mentir sobre alguns contatos nas matérias iniciais e outros em andamento). As possibilidades são muitas, mas (infelizmente) vivemos ainda num país subdesenvolvido onde atores consagrados são esquecidos e novos talentos são corrompidos ao adquirir um passaporte para a TV e o cinema, vendendo seus corpos e mentes para depois corromperem assim mesmos defendendo disso de "assédio" (mas isso já é outra história para outro tema polêmico). Sorte, estudo contínuo e contatos personalizados são os pré-requisitos iniciais para uma jornada bem sucedida aos atores e atrizes. Mas lembre-se que ser um "ator" não é o mesmo que ter vontade interna de ser uma "celebridade", pois isso só fará bem ao ego e é algo que tem vida curta. Sendo assim, como estou do outro lado dos bastidores posso ver isso com mais serenidade e, também, declarar que sou do tipo que gosta de resgatar atores veteranos e novos talentos, desde que estes sejam originais e não reflexos de uma ansiedade existencial de ser notado e comentado permanentemente nas redes sociais. Enfim, desejo sucesso e boa sorte a todos.



MATÉRIA INCOMPLETA AINDA SENDO ESCRITA EM TEMPO REAL.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

AS GRANDES PERDAS DE 2017.

MORTES DE JANEIRO A DEZEMBRO


AGUARDE - MATÉRIA SENDO ESCRITA EM TEMPO REAL.



IRENE STEFÂNIA



Seus primeiros filmes foram "Garota de Ipanema" e "O Mundo Alegre de Helô" (ambos de 1967), mas foi com os longas-metragens "Lance Maior" (dirigido por Sylvio Back) e "Fome de Amor" (de Nelson Pereira dos Santos, e com Leila Diniz) que seu nome ecoou em todo país como uma grande promessa da nova geração. Em 1969, atuou em "Os Paqueras", comédia dirigida por seu partner de "Lance Maior", Reginaldo Faria. No ano seguinte, foi a vez de contracenar com John Herbert em "Cleo & Daniel", com roteiro e direção de Roberto Freire. A bela também trabalhou, em 1971, com outros cineastas engajados como Luiz Carlos Lacerda ("Mãos Vazias"), porém sem tirar o pé do bom humor, como foi o caso do longa "O Doce Esporte do Sexo", de Zelito Viana, que tinha como protagonista o renomado Chico Anísio e os coadjuvantes de peso como Wilson Grey e Arnaud Rodrigues. Depois de uma década de ostracismo seria resgatada por Carlos Reichenbach em "Anjos do Arrabalde" (1987), ao lado da então badalada Betty Faria e da jovem Vanessa Alves. Logo em seguida, voltou para o limbo, até ser convidada por Carlos Alberto Riccelli para atuar em "Signo da Cidade" (2007). Infelizmente, depois disso, nunca mais teve outra grande oportunidade. No dia 18 de dezembro de 2016 sofreu um AVC e assim, desta data em diante, ficou internada vindo a falecer e 5 de janeiro de 2017.



MIGUEL FERRER



Ator norte-americano, nascido em Santa Mônica, na California. Começou carreira carreira na TV nos idos de 1980, Seu primeiro papel de destaque no cinema foi em "Star Trek III - À Procura de Spock" (1984), mas depois fez outro trabalho de ficção cientifica, "Robocop" (1987), e também em "O Retorno de Valentino" (1988), "Twin Peaks: Fire Walk with Me" (1992) e "Mister Magoo" (1997), este, por sua vez, rodado no Brasil. Entre outras participações sem grande destaque, veio a falecer em 19 de janeiro de 2017, aos 61 anos, vítima de câncer na garganta.



MARY TYLER MOORE



  Atriz que marcou toda sua carreira como comediante da série que usava seu nome "Mary Tyler Moore". Iniciou sua vida profissional em outra série "Dick Van Dyke Show" (1961-1966). No cinema é mais lembrada por ter contracenado com Elvis Presley em "Mudança de Hábito" (1969). Sua última aparição foi na série "That ' 70s Show" (2006).
  Morreu em 25 de janeiro de 2017, aos 80 anos, em razão de uma pneumonia e outros fatos pouco esclarecidos.



JOHN HURT


  Um dos maiores atores britânicos a ganhar fama nas décadas de 1970 e 1980, graças a versatilidade inigualável que compensava sua falta de beleza física. Devido ao incrível método de atuação que desenvolvia acabou sendo requisitado em importantes produções que marcaram época, tais como "O Expresso da Meia-Noite" (1978), "Alien, O Oitavo Passageiro" (1979), "O Homem Elefante" (1980), "O Portal do Paraíso" (1980), "O Casal Ostermann" (1983), "1984" (1984), "S.O.S. Tem Um Louco Solto no Espaço" (1987), "Terra da Discórdia" (1990), "Contato" (1997), "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (2001), "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" (2008), entre outros.
  Faleceu em 25 de janeiro de 2017, quando ainda sofria de um câncer no pâncreas.



VIDA ALVES



Não era do cinema, mas protagonizou o primeiro beijo da televisão brasileira, mas como o papo aqui é cinema é bom lembrar que ela era tia do cineasta Lael Rodrigues, que dirigiu "Bete Balanço" (1984). Em 2004, Vida foi homenageada na mini-série "Um Só Coração", de Maria Adelaide Amaral. Dez anos depois, lançou o livro "Televisão Brasileira: O Primeiro Beijo e Outras Curiosidades".
  Faleceu aos 88 anos, em 3 de janeiro de 2017, em São Paulo, vítima de falência múltipla de órgãos.



VIC MILITELLO



  Atriz de cinema, teatro e TV. Ficou famosa em 1976, por interpretar Daquinha, uma personagem da novela "Estupido Cupido" (1976), de Mário Prata, exibida pela Rede Globo. Também brilhou no filme "O Rei da Noite" (1975), de Hector Babenco, mas antes já havia trabalhado em "Deu a Louca no Cangaço" (1969) e fez também "Como Consolar Viúvas" (1976), "Romance da Empregada" (1987), "Beijo 2348/72" (1990), "Bellini e a Esfinge" (2001), "Xuxa e Os Duendes 2 - No Caminho das Fadas" (2002), "O Homem do Ano (2003), "Mais Uma Vez Amor" (2005) e "Amanhã Nunca Mais" (2011).
  Como tantos outros citados aqui, este ano, é mais uma vítima de câncer. Morreu em 28 de janeiro de 2017.




BILL PAXTON



Era, de fato, bom ator, mas nunca daqueles que era lembrado para ser protagonista de um filme de peso. Após passar batido em alguns filmes como "Ruas de Fogo", "Exterminador do Futuro" e outros onde era notado, tais como "Aliens, O Resgate" (1986), "Predador 2" (1990) e "True Lies" (1994), sua sorte mudou.  Eis que, de repente, caiu nas graças de Tom Hanks que, certa vez, durante as filmagens de "Appolo 13", desabafou-se dizendo: "Você arruma trabalho rapidinho depois que isso acabar... já eu...". Tom imediatamente ligou para seus amigos influentes e arranjou papel de protagonista para Bill em "Twister" (alguém lembra dele neste filme?). Pois é. Bill era isso. Um bom ator que ninguém nunca lembrava numa lista de cem nomes (ou mais que isso, infelizmente, afinal, cada década oferece, pelo menos, dúzias de atores de personalidade marcante). Bill fazia o tipo comum, mas tinha sorte porque, contudo, era recrutado para trabalhar em super produções, uma delas, foi "Titanic" (1997), onde aparece, em destaque no prólogo. Muito provável graças a sua grande amizade com o cineasta James Cameron. Seu último filme, para se ter ideia do grau das amizades importantes que citei, foi "O Círculo", justamente com o amigo, Tom Hanks, que o indicou para uma super produção décadas atrás. Coisas de Hollywood.
  Bill Paxton faleceu em 25 de fevereiro de 2017. O ator havia sido internado para uma cirurgia cardíaca, em razão de um aneurisma na aorta. Lamentavelmente houve uma complicação que o levou a ter um AVC e consequentemente a morte.   



CHUCK BERRY



  Músico e compositor afroamericano. Para muitos, "O Pai do Rock and Roll". Também divulgado no blog A BÍBLIA DO ROCK. Consta, aqui, por suas participações nos primeiros filmes de rock do cinema.



LOLA ALBRIGHT





JOÃO GILBERTO NOLL


  Escritor gaúcho e autor de peças de teatro, com trabalhos aproveitados no cinema.



MICHAEL BALLHAUS



  Diretor de fotografia e cineasta alemão, responsável pelas imagens de produções consagradas nos Estados Unidos e no mundo, tais como "Depois de Horas" (1985), "A Cor do Dinheiro" (1986), "A Última Tentação de Cristo" (1988), "Os Bons Companheiros" (1990), entre outras. Foi indicado três vezes ao Oscar pelos filmes "Nos Bastidores das Notícias" (1986), "Os Fabulosos Baker Boys" (1989) e "Gangues de Nova York", mas nunca levou nenhum prêmio para casa, infelizmente. Morreu em 12 de abril de 2017, aos 81 anos, em Berlim.



NEUZA AMARAL



  Atriz mais conhecida por seu trabalho em novelas e no teatro. No cinema, iniciou carreira em 1967 em "A Lei do Cão", sendo melhor observada pelo público a partir de 1969, por seu trabalho com o cineasta Domingos de Oliveira em "As Duas Faces da Mesma Moeda", dividindo cena com os consagrados Jorge Dória e Oduvaldo Vianna Filho. Em 1970, marcou presença em companhia de Claudio Cavalcanti e Jece Valadão no literário porém chanchadesco "Memórias de Um Gigôlo" e repetiria o tom de comedia dois anos depois, em "Os Machões", de Reginaldo Faria. O ator e último citado voltaria a dirigi-la em "Quem Tem Medo de Lobisomem?" (1975), também, entre outros filmes fez "Amada Amante" (1978), com o cineasta Claudio Cunha, e "Os Trombadinhas" (1979), desta vez, com o consagradíssimo Anselmo Duarte como diretor e também Raul Cortez como co-astro do filme, que trazia como protagonista ninguém menos que o jogador Pelé. No mesmo ano ainda fez "Pantera Nua" e, após uma grande pausa por causa do sucesso nas novelas, fez o premiado "Pra Frente Brasil", de Roberto Farias, em 1982. Faleceu de embolia pulmonar, aos 86 anos, na cidade do Rio de Janeiro, em 19 de abril de 2017.



JERRY ADRIANI



  Apesar de ser cantor de sucesso e ídolo da jovem guarda, teve alguns momentos no cinema brasileiro como o longa "Essa Gatinha é Minha" (1966), "Jerry Em busca do Tesouro" (1967) e "Jerry A Grande Parada" (1967), estes três exemplares ajudaram a divulgar sua imagem de artista da música; "Opinião Pública" (1969), de Arnaldo Jabor; e finalmente "Raul Seixas - O Início, O Fim e o Meio" (2012), como depoente do documentário. Morreu de câncer, fato inesperado na opinião de todos os amigos e envolvidos neste episódio traumático.



JONATHAN DEMME



  Cineasta americano que só engrenou na meia-idade, durante a década de 1980, mas com filmes que se tornaram cult como "Handle with Care" (1977), com o ator Paul LeMat (este descoberto por George Lucas, em "American Graffiti"), "Melvin and Howard" (1980), aqui, repetindo a parceria com LeMat; "Armas e Amores" (1984), com Kurt Russell e Goldie Hawn, "Totalmente Selvagem" (1986), onde fez uma nova descoberta, o galã e ator Ray Liotta; e finalmente "De Caso com a Máfia (1988), com a já consagrada Michelle Pfeifer. Realmente, o sucesso mundial só veio acontecer com o oscarizado "O Silêncio dos Inocentes" (1991), tendo como protagonista Sir Anthony Hopkins; e também com "Filadélfia" (1993), reunindo-se com os talentosos Tom Hanks e Denzel Washington. Seu último trabalho no cinema foi "Ricki and The Flash" (2015), com Meryl Streep. Morreu de câncer no esôfago, em 26 de abril de 2017, em Nova York.



LORNA GRAY



  Atriz do clássico cinema americano. Iniciou carreira cantando num grupo de Cleveland, Os Ben Yost's Varsity Coeds, que animavam as salas de cinema. Foi descoberta por um agente da Columbia Pictures, no intervalo de um show da moda. Emergiu com força depois de contracenar com John Wayne em "Dakota" (1945).



NELSON XAVIER



  Renomado ator da TV e do cinema brasileiro, que estreou na novela "Sangue e Areia" (1967), mas que obteve maior repercussão quando aceitou protagonizar o personagem título da série "Lampião e Maria Bonita" (1982). Sua primeira aparição no cinema foi em "Fronteiras do Inferno" (1959) e, posteriormente, "Cidade Ameaçada" (1960), mas somente em "Fuzis" (1964), de Ruy Guerra, e "A Falecida" (1965), de Leon Hirszman, que Nelson teve a chance de representar personagens relevantes as histórias apresentadas nas produções lançadas. Através do cineasta Bráz Chediak, finalmente interpretou um personagem da obra de Plínio Marcos, em "Dois Perdidos numa Noite Suja" (1970), dividindo cena com o magistral ator Emiliano Queiroz. Voltou a trabalhar com Ruy Guerra em "Os Deuses e Os Mortos" (também produção de 1970), ao lado de atores consagrados como Othon Bastos, Norma Benguell, Dina Sfat, Ítala Nandi e Milton Nascimento. Em 1971, Chediak o recrutou novamente para o longa "As Confissões do Frei Abóbora", dividindo, também a autoria do roteiro com o diretor e, mais uma vez, trabalhando em parceria com os atores Norma Benguell e Emiliano Queiroz, incluindo os clássicos Tarcísio Meira, Oswaldo Loureiro e a grande estrela da época, Jacqueline Myrna. A partir daí, Nelson Xavier virou presença marcante nos principais longas do cinema nacional da época: "Vai Trabalhar Vagabundo" (1973), de Hugo Carvana; "Rainha Diaba" (1974), de Antonio Carlos Fontoura; "Dona Flor e seus Dois Maridos" (1976), de Bruno Barreto; "Marília e Marina" (também de 1976), de Luiz Fernando Goulart; "A Queda" (produzido em 1976 porém premiado com o Urso de Prata no festival de Berlim em 1978, produção onde dividiu a direção e o roteiro com Ruy Guerra); "O Bom Burguês" (1979), de Oswaldo Caldeira; "Eles Não Usam Black-Tie" (1981); "Grabriela" (1983), de Bruno Barreto; "O Cangaceiro Trapalhão" (1983), de Daniel Filho e estrelado por Renato Aragão, Dedé Santana, Mussum e Zacarias; "Para Viver Um Grande Amor" (1984), de Miguel Faria Junior, musical com o cantor Djavan e Patricia Pillar; "O Rei do Rio" (1985), de Fabio Barreto, onde dividiu protagonismo com Nuno Leal Maia; "Luar Sobre Parador" (1988), direção e produção americana de Paul Mazursky, com Richard Dreyfuss, Raul Julia e Sonia Braga a frente do elenco; "Césio 137, O Pesadelo de Goiânia" (1990), de Roberto Pires; "Brincando nos Campos do Senhor" (1991), produção americana dirigida por Hector Babenco, com Tom Berenger liderando o elenco internacional; "Vai Trabalhar Vagabundo 2", de Hugo Carvana; "Lamarca" (1994), de Sérgio Rezende; "O Testamento do Senhor Napumoceno" (1998); "Benjamin" (2003), de Monique Gardenberg; "Narradores de Javé" (2004), de Eliane Caffé; "Chico Xavier" (2010); "As Mães de Chico Xavier" (2011); "O Filme dos Espíritos" (2011); "A Despedida" (2014), de Marcelo Galvão; "Trash, A Esperança Vem do Lixo" (2014); entre outros. Seu último trabalho na TV, onde sua popularidade era maior, foi em "Babilônia" (2015).
  Nelson Xavier faleceu aos 75 anos, vítima de câncer no pulmão, em 10 de maio de 2017, em Uberlândia, Minas Gerais.



POWERS BOOTHE



Ator norte-americano que iniciou sua popularidade nos anos 1970 e 1980, tanto em telefilmes quanto no cinema. Ganhou o prêmio Emmy por seu papel principal em "Guyana Tragedy: The History of Jim Jones". Seu primeiro destaque no cinema foi em "Parceiros da Noite", filme estrelado por Al Pacino, depois fez "Amanhecer Violento" (1984), "Floresta das Esmeraldas" (1985),"O Limite da Traição" (1987), Stalingrado, O Filme (1993), "Tombstone" (1993), "Blue Sky" (1994), "Homens de Honra" (2000), entre outros. Também retomou sua popularidade na série "24 Horas", juntamente com o ator principal Kiefer Sutherland.
  Faleceu aos 68 anos, em 14 de maio de 2017, no desenrolar de um sono, de causas naturais.



ROGER MOORE



Um dos melhores James Bond do cinema. O mais irreverente, segundo alguns especialistas no gênero espionagem. Apesar da fama de protagonizar 007, o ator marcou presença em outros filmes com temas como guerra e espionagem, destaque para "Fuga para Atenas" (1979). Tornou-se Embaixador da Unicef sendo condecorado em 1999.
  Travou heroicamente uma batalha contra o câncer, apesar de já contar com idade avançada (89 anos), vindo a falecer em 23 de maio de 2017.



ADAM WEST



  Ator norteamericano. O primeiro BATMAN a se tornar mais popular na TV (o dos anos 1930 não tinha vingado no seriado) e realidade comprovada quando o longa foi parar no cinema, ainda nos anos 1960, graças ao sucesso da série televisiva.
  Deixou nosso mundo em 9 de junho de 2017, vítima de leucemia.



ANITA PALLENBERG



  Atriz e modelo inglesa. Tornou-se musa dos anos 1960 no universo do pop rock briânico e também dos Rolling Stones, fruto do seu namoro com o músico Brian Jones e também com Keith Richards, com quem teve três filhos, sendo que um morreu de pneumônia. Anita apareceu em filmes que ficaram no imaginário da cultura pop, tais como "Barbarella" (1966), "Candy" (1968), "Performance" (1970), este último estrelado por Mick Jagger.
  Faleceu em 13 de junho de 2017.



JOHN G. AVILDSEN

  Diretor responsável pela série de longas-metragens ("Rocky" e "Rocky V"), com Sylvester Stallone; também os primeiros filmes de "Karate Kid", estrelados por Ralph Macchio. Seu maior privilégio ainda pode ser lembrado como ter dirigido Jack Lemmon em "Sonhos do Passado" (1973), Marlon Brando em "A Fórmula" (1980) e John Belushi em "Estranhos Vizinhos" (1981).
  Morreu em 16 de junho de 2017.

JERRY LEWIS



Dispensa maiores apresentações. Para quem realmente conhece a história do cinema, trata-se do maior comediante que já apareceu na Sétima Arte. Chaplin era o gênio do cinema mudo, mas Jerry Lewis certamente era a maior divindade da comédia do cinema falado. Seu sucesso marcou as décadas de 1950 e 1960, estendendo-se a outras gerações por ter seu trabalho reprisado constantemente na TV. No início de tudo fazia dupla com o galã Dean Martin em casas de shows, programas de rádio e aparições na TV, no final dos anos 1940, e posteriormente em filmes como "Amiga da Onça" (1949), "Minha Amiga Maluca" (1950), "O Marujo Foi na Onda" (1952), "O Biruta e O Folgado" (1952), "Morrendo de Medo"(1953), "Sofrendo da Bola" (1953), "A Farra dos Malandros (1954), "O Rei do Circo" (1954), "O Meninão" (1955), "Artistas e Modelos" (1955), "O Rei do Laço" (1956), entre outros. Depois, Lewis seguiu carreira solo. Por incrível que pareça, sobreviveu décadas, suplantando colegas que partiram antes. Seu último trabalho no cinema foi em "Até que a Morte nos Separe 2", com o comediante brasileiro Leandro Hassum, lançado em 2013. 





E ainda Jacinto Durães (ator português), Telmo de Avelar (ator e dublador), Maria Cabral (atriz portuguesa), Ion Besoiu (ator romeno), Gorden Kaye (ator nascido no Reino Unido), Barbara Hale (atriz americana da série Perry Mason), Emmanuelle Riva (atriz francesa premiada), Augusto Sobral (dramaturgo português), Richard Hatch (Interpretou o Capitão Apollo na série original "Battlestar Galactica", pela qual foi indicado ao Globo de Ouro, na época de sua exibição), João Carlos Bozzo Nascimento (ator brasileiro), Tomás Milián (ator cubano), Christine Kaufmann (atriz alemã), Peter Hansen (ator americano, mais conhecido por seu papel na sop opera "General Hospital"), Margarita Isabel (atriz de novelas mexicanas), Charlie Murphy (Comediante americano, o irmão mais velho de Eddie Murphy), Clifton James (ator nascido em Nova York que ficou famoso graças ao papel do xerife J. W. Pepper em dois filmes da franquia James Bond, assim como "Superman II", também na pele de um xerife), Gustavo Rojo (Ator uruguaio, mais conhecido por seu trabalho na TV), Bruce Hampton (ator e cantor americano), Daliah Lavi (atriz israelense), Victor Lanoux (ator francês, mais popular fora de seu país no filme "Férias Frustradas na Europa" (1985), Mário Jorge Montini (dublador de filmes, famosos pelas vozes de Jack Warden e Freddy Krueger), Mary Tsoni (atriz grega que ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cinema de Saravejo, por seu papel em "Kynodontas". Era vocalista de uma banda punk e também maquiadora. Morreu aos 30 anos), Michael Parks (ator americano, que trabalhou no filme "The Hitman", estrelado por Chuck Norris, e também nos filmes cult de Robert Rodrigues e Quentin Tarantino), John Cygan (ator e dublador norteamericano), Marcos Tumura (ator brasileiro), Dina Merrill (atriz americana), Toni Bertorelli (ator italiano), Molly Peters (atriz britânica), Peters Sallis (ator inglês), Glenne Headly (atriz americana), Stephen Furst (ator americano), António Medellín (ator mexicano), Mao Kobayashi (atriz japonesa), Michael Nyqvist (ator sueco, que conseguiu certo destaque no filme de Tom Cruise, "Missão Impossível - Protocolo Fantasma" e "John Wick", filme estrelado por Keanu Reeves).


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