domingo, 28 de abril de 2019
MILTON RODRIGUES, UM DOS PROTAGONISTAS ESQUECIDOS DO CINEMA BRASILEIRO
Após uma breve carreira, porém, marcante carreira no nosso cinema, o galã decidiu ser astro de filmes de ação do cinema mexicano. Apesar de ter ganho um bom dinheiro, Milton morreu esquecido pela mídia brasileira e pelo público em geral. Aqui, conto um pouco de sua trajetória, apesar do escasso material audiovisual disponível.
AGUARDE A POSTAGEM DA MATÉRIA PARA BREVE.
sábado, 23 de março de 2019
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
"MINHA FAMA DE MAU", O FILME SOBRE ERASMO CARLOS
Como diria o próprio Erasmo Carlos: "Falem mal, mas falem de mim". Eu iria mais adiante: "Melhor que tivéssemos muitas coisas boas para falar, só que não...". Erasmo não inventou o termo citado, mas o tornou famoso, numa época em que os jovens começaram a se expressar contra o mundo dos adultos.
Pensando melhor não é um filme bom nem ruim, apenas não se encaixa com a proposta apresentada. Ficaria melhor se fosse uma comédia juvenil com os mesmos atores centrais sem contar a história de nenhuma figura pública, afinal, ninguém do elenco se parece com os ídolos em foco. Como se trata de uma autobiografia transcrita para o cinema, o comprometimento se torna arriscado e aí tudo aquilo que poderia ser uma verdadeira festa de arromba se torna um parque de diversões com a roda gigante quebrada. E é assim que começo a analisar o longa-metragem "Minha Fama de Mau", dirigido por Lui Farias.
Questão 1: Chay Suede é um ator dedicado, sim, mas assistindo cenas dos momentos históricos do filme e mais fragmentos postados pela produtora Downtown, em seu canal no you tube, reparei que os figurinos em foco, por exemplo, estão em completo descompasso para com as principais fases da carreira do cantor. O Erasmo Carlos só usou topete nos anos 1950 e, nos anos 1960, usou franja por um período e cabelos lisos mais soltos. Me espanta o próprio biografado deixar escapar detalhes relevantes sobre sua história contada em um livro autobiográfico, lançado anos antes, e que pegou o título emprestado de um dos seus maiores sucessos "Minha Fama de Mau". Por tal razão, a falha da produção em reconstituir o visual da época de juventude do cantor é imperdoável. Qualquer video-tape antigo do programa jovem guarda da TV Record ou exemplares avulsos da Revista do Rádio, Radiolândia, Intervalo e Revista do Rock, resolveriam as dúvidas à respeito da cenografia, dos cortes e penteados dos cabelos e figurinos vigentes nos anos 1950 e 1960. Mas pior ainda é quando se descobre que a fase mais madura da carreira de Erasmo foi praticamente deletada do roteiro, o que seria gratificante para o cantor apresentar um retrato do seu amadurecimento musical. Mais ainda: Insisto em dizer que Chay Suede (longe de ser um sósia de Erasmo Carlos) merecia ser melhor assessorado. É de conhecimento público seu esforço em composição de personagens.
Questão 2: Outro ponto crucial perdido no horizonte: O ator que faz Roberto Carlos (Gabriel Leone), que mais aparenta ser um surfista em busca da melhor onda, pouco soube captar o astral do Rei. O dito cujo nem se deu ao trabalho de, pelo menos, imitar o timbre de voz do Brasa, exercitar trejeitos e demais manias da grande personagem histórica. Pior é ainda quando o assunto é caracterização estética: os mais atentos perceberão que o Roberto Carlos do filme aparece de cabelos longos em pleno ano de 1958 (época que nem os Beatles sonhavam com isso - sequer existiam - só lançariam essa moda do penteado com franja e cabelos compridos por volta de 1963. Erro de continuidade mesmo, pois, nos anos 1950, Roberto Carlos tinha cabelo curto e topete com brilhantina e imitava Elvis Presley (qualquer video no you tube mostra isso, como por exemplo, uma sequencia do filme "Minha Sogra é da Polícia"). Apesar de todos os tropeços de produção, era de se esperar que, com todos os problemas de interpretações de outro atores, Leone ainda colecionaria elogios da mídia corporativista que jamais faria algo para prejudicar todo o lobby de distribuição do filme). Em tempo: os próprios biografados passariam por deselegantes se criticassem depois tantas mancadas que o filme apresenta.
Questão 3: A atriz que interpreta Wanderlea (Malu Rodrigues, muito bonita) se escorou no tipo heroína de novela, algo mais com cara de anos 1990 que qualquer outra coisa pertinente ao período retratado. Enfim, sua personagem não tem nenhuma chance em cena. Ela realmente poderia ter feito mais, porém, fica sem profundidade de campo e ingrediente emocional sútil, até evaporar dentro da história. Apesar disso, o ator que interpreta Tim Maia mais parece ter sido extraído do programa humorístico A Praça É Nossa.
Questão 4: A situação se agrava quando personagens relevantes são completamente ignorados (ou transitam numa estratosfera imaginária como almas penadas), tais como Renato e seus Blue Caps (a primeira banda de visibilidade que proporcionou a Erasmo, então vocalista, obteve sua grande oportunidade de gravar um álbum inteiro e é apenas citada em uma cena), The Fevers (nem citado o é), The Jordans (idem), The Jet Black's, The Youngsters, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Rosemary, Reynaldo Rayol, Cleide Alves, Getúlio Cortes, e os DJs Antonio Aguilar, Jair de Taumaturgo, José Messias, entre outros "esquecidos". Ninguém é tratado da forma que historicamente merece. Um detalhe: Bruno de Luca poderia ter engordado e ficaria melhor como Carlos Imperial ou, na minha opinião, ficaria melhor como Paulo César Barros, do Renato e seus Blue Caps. Também achei desnecessário Bianca Comparato encarnar (quase) todas as mulheres que fizeram parte da vida amorosa de Erasmo Carlos. Que eu saiba não seria problema financeiro da produção contratar outras atrizes para viver as mais variadas mulheres do Tremendão. Em resumo de ópera, o filme dá vários tiros no pé, porém, agrada em cheio os leigos e a maioria dos jovens acostumados com o seriado Malhação e que jamais se informaram sobre a realidade estética e sonora do início do rock and roll e jovem guarda.
De resto, cabe dizer que seria um grande filme se engrenasse num tom sério, porém o clima é de chanchada juvenil. Em contrapartida, os números musicais estão tecnicamente muito bem gravados. E se tem um lado positivo, neste horizonte, que compensa a decepção estética do filme é que os atores sabem cantar todos os sucessos de Roberto e Erasmo Carlos de forma eficiente. Mas a pedra continua no sapato em quase todo tempo de duração do filme, ou seja, o "Erasmo dos anos 1960" continua em todo o resto do filme com o cabelo do "Erasmo dos anos 1950", faltando ainda, por parte do ator principal, explorar expressões faciais personalizadas do "ícone". Tremenda mancada! E olha que qualquer foto de revistas antigas ou mesmo disponibilizadas por colecionadores na internet mostram o Erasmo Carlos original usando um penteado à la Beatles, depois de 1964. Chay, o protagonista do filme, parece que assistiu apenas o Especial de Elvis Presley de 1968, pela NBC (e caso não tenha assistido é mera coincidência o uso constante do traje de couro pós década de 50). Não custava nada ter caprichado um pouco na maquiagem. E fora isso, gostaria de acrescentar que ver Gabriel Leone interpretando Roberto Carlos me provocou o mesmo mal estar que tive quando assisti Michael Douglas encarnando o célebre pianista Liberace. E olha que tinha Matt Dammon com seus altos e baixos para disfarçar os furos dos personagens em "Minha Vida com Liberace". Neste a narrativa segue uma liberdade poética, o que não funciona em "Minha Fama de Mau". Assim sendo, anote aí uma lição do cinema universal: nem sempre personagens e atores andam juntos pela mesma estrada.
O elenco jovem do filme, que pouco sofre transformações estéticas nas várias fases.
O diretor Lui Farias, em uma entrevista, afirmou que desejava se aproximar da linguagem atual (sic) para seduzir o público da nova geração. Esqueceram várias gírias, formas de expressão corporal típicas de uma época e objetos iconográficos fundamentais. Então, pergunto, se a intenção foi repaginar tudo, qual a lógica de contar a história de "uma amizade que marcou gerações"? (frase que contraditoriamente consta no cartaz do filme). O Tremendão merecia mais, mas o próprio deixou a "brasa" apagar, provavelmente envolvido com seus shows pelo país não pode supervisionar o material gravado do longa. Também, ele podia ter sido mais generoso na narrativa lembrando de quem realmente fez a diferença no apogeu da jovem guarda. Assim como o longa sobre Cazuza, os personagens são tratados com uma superficialidade moral e ausência parcial de mérito histórico na cronologia musical.
Insistindo... Fiquei pasmo com esse papo de repaginação (ou coisa parecida). E os americanos sempre nos dando aula. Eles já mostraram através de muitos filmes que repaginar uma geração é um salto no escuro (vide o fracasso da série Sun Records). No meu entendimento, o contexto insinuado por Lui, em determinadas cenas, é quase uma nova versão dos anos 1960 em um universo paralelo. Mas, aí, pergunto: "Minha Fama de Mau" é um trabalho de resgate ou estão forjando a verdadeira história? Já imaginou? Só faltou o diretor do filme colocar celulares nas mãos dos garotos em pleno anos dourados. Felizmente algumas passagens de cine documentários dão uma compensada no ritmo, mas não salvam o conjunto do filme. O autor e cantor Albert Pavão, que escreveu o livro "Rock Brasileiro 1955-1965" disse que nada se parece com a época que viveu. Considerando isso, acho que o público fiel a jovem guarda e ao rock and roll merece uma nova edição do filme, corrigindo os vexames estéticos. Não se trata de ouvir apenas críticas positivas ou não, por amizade ou coleguismo, a grande questão é oferecer o melhor possível ao público.
Querem assistir um filme que respeitou caracterização de época? LEGALIZE JÁ, sobre Marcelo D2 e a gênese do Planet Hemp. Trata-se de uma obra que soube reunir uma boa equipe de produção. O diretor Johnny Araújo contou uma história em tom universal e com riqueza dramática, com atores bem realistas e de conteúdo emocional marcante. Também gostei do longa sobre Tim Maia, que teve muitos acertos, descontando os atores que, também, fizeram Roberto e Erasmo (que seguiram tudo à risca mesmo não sendo sósias). Até o Cauã Raymond se saiu bem como o cantor Fabio (palavras ditas pelo próprio biografado, Fábio Stella). E falando em contexto universal, vale dizer que uma das marcas do cinema americano, em matéria de cinebiografias, sempre foi encontrar um excelente maquiador e técnicos em efeitos especiais faciais (vide o clássico "Forrest Gump", onde o Elvis original é digitalizado no rosto de um ator ou mesmo no nacional "Não Pare na Pista", onde Julio Andrade está perfeito na caracterização de Paulo Coelho). E aí vem a pergunta que não quer calar? Os cineastas brasileiros vão dar a desculpa que faltou verba para solucionar a problemática de atores-não sósias, em filmes tais como, "Elis" e "Minha Fama de Mau"? Acho que não. Faltou pensar grande ou faltou (mais que tudo) a ousadia de buscar caras novas em testes de elenco. É por isso que sempre tenho um pé atrás com produtores / diretores de elenco. Dá vontade de ir buscar lá fora quando eu tiver que produzir o meu filme no futuro. Acho que isso explica o tempo que fiquei pesquisando e fui criticado pela demora de escrever o roteiro do longa BÍBLIA DO ROCK. Pois bem. Sou perfeccionista, sim. Respeito a curiosidade atiçada no público saudosista e, caso eu não consiga atingir meus objetivos, prefiro então mil vezes não lançar nada a fazer sucesso com algum filme embalado por um rótulo oportunamente passageiro.
Finalizando... Sempre fui admirador dos trabalhos de Lui Farias ("Com Licença que Eu Vou a Luta" e "Lili, A Estrela do Crime") e Roberto Farias, que possui uma filmografia clássica e referencial ("Assalto ao Trem Pagador", "Pra Frente Brasil" e a trilogia de filmes "Roberto Carlos") e que lastimavelmente não foi seguida como base de produção de "Minha Fama de Mau"). Na faixa vibratória dos elogios, gostaria também de registrar que adoro o ator Reginado Faria (que foi galã de novelas, bom ator e diretor de filmes de comedia e que, por sinal, já atuou com Erasmo Carlos em "Os Machões"). Contudo, esse apreço que tenho pela família Farias, não exclui críticas ou minha liberdade de expressão em opinar a respeito deste lançamento tão aguardado por todos nós. Após a exibição, inconformado, divulguei minha visão sobre "Minha Fama de Mau" nas redes sociais, onde encontrei pouca discordância, uma vez que meu público não perdoa falhas históricas em filmes sobre personalidades do rock. Se o objetivo era repaginar o passado para as novas gerações isso se perdeu no caminho. Todavia, espero que Lui Farias aceite todas as críticas positivas e negativas, que seu novo filme irá colecionar pela frente, porque somente, assim, dando ouvidos a várias vozes, um artista evolui e administra melhor seu equilíbrio de forças. E o resto... a própria história fará justiça. Que assim seja...
Para saber mais, assista no you tube:
Trailer do filme.
Chay Suede e Erasmo Carlos.
Pensando melhor não é um filme bom nem ruim, apenas não se encaixa com a proposta apresentada. Ficaria melhor se fosse uma comédia juvenil com os mesmos atores centrais sem contar a história de nenhuma figura pública, afinal, ninguém do elenco se parece com os ídolos em foco. Como se trata de uma autobiografia transcrita para o cinema, o comprometimento se torna arriscado e aí tudo aquilo que poderia ser uma verdadeira festa de arromba se torna um parque de diversões com a roda gigante quebrada. E é assim que começo a analisar o longa-metragem "Minha Fama de Mau", dirigido por Lui Farias.
Questão 1: Chay Suede é um ator dedicado, sim, mas assistindo cenas dos momentos históricos do filme e mais fragmentos postados pela produtora Downtown, em seu canal no you tube, reparei que os figurinos em foco, por exemplo, estão em completo descompasso para com as principais fases da carreira do cantor. O Erasmo Carlos só usou topete nos anos 1950 e, nos anos 1960, usou franja por um período e cabelos lisos mais soltos. Me espanta o próprio biografado deixar escapar detalhes relevantes sobre sua história contada em um livro autobiográfico, lançado anos antes, e que pegou o título emprestado de um dos seus maiores sucessos "Minha Fama de Mau". Por tal razão, a falha da produção em reconstituir o visual da época de juventude do cantor é imperdoável. Qualquer video-tape antigo do programa jovem guarda da TV Record ou exemplares avulsos da Revista do Rádio, Radiolândia, Intervalo e Revista do Rock, resolveriam as dúvidas à respeito da cenografia, dos cortes e penteados dos cabelos e figurinos vigentes nos anos 1950 e 1960. Mas pior ainda é quando se descobre que a fase mais madura da carreira de Erasmo foi praticamente deletada do roteiro, o que seria gratificante para o cantor apresentar um retrato do seu amadurecimento musical. Mais ainda: Insisto em dizer que Chay Suede (longe de ser um sósia de Erasmo Carlos) merecia ser melhor assessorado. É de conhecimento público seu esforço em composição de personagens.
Questão 2: Outro ponto crucial perdido no horizonte: O ator que faz Roberto Carlos (Gabriel Leone), que mais aparenta ser um surfista em busca da melhor onda, pouco soube captar o astral do Rei. O dito cujo nem se deu ao trabalho de, pelo menos, imitar o timbre de voz do Brasa, exercitar trejeitos e demais manias da grande personagem histórica. Pior é ainda quando o assunto é caracterização estética: os mais atentos perceberão que o Roberto Carlos do filme aparece de cabelos longos em pleno ano de 1958 (época que nem os Beatles sonhavam com isso - sequer existiam - só lançariam essa moda do penteado com franja e cabelos compridos por volta de 1963. Erro de continuidade mesmo, pois, nos anos 1950, Roberto Carlos tinha cabelo curto e topete com brilhantina e imitava Elvis Presley (qualquer video no you tube mostra isso, como por exemplo, uma sequencia do filme "Minha Sogra é da Polícia"). Apesar de todos os tropeços de produção, era de se esperar que, com todos os problemas de interpretações de outro atores, Leone ainda colecionaria elogios da mídia corporativista que jamais faria algo para prejudicar todo o lobby de distribuição do filme). Em tempo: os próprios biografados passariam por deselegantes se criticassem depois tantas mancadas que o filme apresenta.
Questão 3: A atriz que interpreta Wanderlea (Malu Rodrigues, muito bonita) se escorou no tipo heroína de novela, algo mais com cara de anos 1990 que qualquer outra coisa pertinente ao período retratado. Enfim, sua personagem não tem nenhuma chance em cena. Ela realmente poderia ter feito mais, porém, fica sem profundidade de campo e ingrediente emocional sútil, até evaporar dentro da história. Apesar disso, o ator que interpreta Tim Maia mais parece ter sido extraído do programa humorístico A Praça É Nossa.
Questão 4: A situação se agrava quando personagens relevantes são completamente ignorados (ou transitam numa estratosfera imaginária como almas penadas), tais como Renato e seus Blue Caps (a primeira banda de visibilidade que proporcionou a Erasmo, então vocalista, obteve sua grande oportunidade de gravar um álbum inteiro e é apenas citada em uma cena), The Fevers (nem citado o é), The Jordans (idem), The Jet Black's, The Youngsters, Eduardo Araújo, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Rosemary, Reynaldo Rayol, Cleide Alves, Getúlio Cortes, e os DJs Antonio Aguilar, Jair de Taumaturgo, José Messias, entre outros "esquecidos". Ninguém é tratado da forma que historicamente merece. Um detalhe: Bruno de Luca poderia ter engordado e ficaria melhor como Carlos Imperial ou, na minha opinião, ficaria melhor como Paulo César Barros, do Renato e seus Blue Caps. Também achei desnecessário Bianca Comparato encarnar (quase) todas as mulheres que fizeram parte da vida amorosa de Erasmo Carlos. Que eu saiba não seria problema financeiro da produção contratar outras atrizes para viver as mais variadas mulheres do Tremendão. Em resumo de ópera, o filme dá vários tiros no pé, porém, agrada em cheio os leigos e a maioria dos jovens acostumados com o seriado Malhação e que jamais se informaram sobre a realidade estética e sonora do início do rock and roll e jovem guarda.
De resto, cabe dizer que seria um grande filme se engrenasse num tom sério, porém o clima é de chanchada juvenil. Em contrapartida, os números musicais estão tecnicamente muito bem gravados. E se tem um lado positivo, neste horizonte, que compensa a decepção estética do filme é que os atores sabem cantar todos os sucessos de Roberto e Erasmo Carlos de forma eficiente. Mas a pedra continua no sapato em quase todo tempo de duração do filme, ou seja, o "Erasmo dos anos 1960" continua em todo o resto do filme com o cabelo do "Erasmo dos anos 1950", faltando ainda, por parte do ator principal, explorar expressões faciais personalizadas do "ícone". Tremenda mancada! E olha que qualquer foto de revistas antigas ou mesmo disponibilizadas por colecionadores na internet mostram o Erasmo Carlos original usando um penteado à la Beatles, depois de 1964. Chay, o protagonista do filme, parece que assistiu apenas o Especial de Elvis Presley de 1968, pela NBC (e caso não tenha assistido é mera coincidência o uso constante do traje de couro pós década de 50). Não custava nada ter caprichado um pouco na maquiagem. E fora isso, gostaria de acrescentar que ver Gabriel Leone interpretando Roberto Carlos me provocou o mesmo mal estar que tive quando assisti Michael Douglas encarnando o célebre pianista Liberace. E olha que tinha Matt Dammon com seus altos e baixos para disfarçar os furos dos personagens em "Minha Vida com Liberace". Neste a narrativa segue uma liberdade poética, o que não funciona em "Minha Fama de Mau". Assim sendo, anote aí uma lição do cinema universal: nem sempre personagens e atores andam juntos pela mesma estrada.
O elenco jovem do filme, que pouco sofre transformações estéticas nas várias fases.
O diretor Lui Farias, em uma entrevista, afirmou que desejava se aproximar da linguagem atual (sic) para seduzir o público da nova geração. Esqueceram várias gírias, formas de expressão corporal típicas de uma época e objetos iconográficos fundamentais. Então, pergunto, se a intenção foi repaginar tudo, qual a lógica de contar a história de "uma amizade que marcou gerações"? (frase que contraditoriamente consta no cartaz do filme). O Tremendão merecia mais, mas o próprio deixou a "brasa" apagar, provavelmente envolvido com seus shows pelo país não pode supervisionar o material gravado do longa. Também, ele podia ter sido mais generoso na narrativa lembrando de quem realmente fez a diferença no apogeu da jovem guarda. Assim como o longa sobre Cazuza, os personagens são tratados com uma superficialidade moral e ausência parcial de mérito histórico na cronologia musical.
Insistindo... Fiquei pasmo com esse papo de repaginação (ou coisa parecida). E os americanos sempre nos dando aula. Eles já mostraram através de muitos filmes que repaginar uma geração é um salto no escuro (vide o fracasso da série Sun Records). No meu entendimento, o contexto insinuado por Lui, em determinadas cenas, é quase uma nova versão dos anos 1960 em um universo paralelo. Mas, aí, pergunto: "Minha Fama de Mau" é um trabalho de resgate ou estão forjando a verdadeira história? Já imaginou? Só faltou o diretor do filme colocar celulares nas mãos dos garotos em pleno anos dourados. Felizmente algumas passagens de cine documentários dão uma compensada no ritmo, mas não salvam o conjunto do filme. O autor e cantor Albert Pavão, que escreveu o livro "Rock Brasileiro 1955-1965" disse que nada se parece com a época que viveu. Considerando isso, acho que o público fiel a jovem guarda e ao rock and roll merece uma nova edição do filme, corrigindo os vexames estéticos. Não se trata de ouvir apenas críticas positivas ou não, por amizade ou coleguismo, a grande questão é oferecer o melhor possível ao público.
Erasmo Carlos ao natural nos anos 1960, com cabelos penteados para frente e franja à la British Invasion e não o topete com brilhantina tipo anos 1950, usado equivocadamente por Chay Suede.
Querem assistir um filme que respeitou caracterização de época? LEGALIZE JÁ, sobre Marcelo D2 e a gênese do Planet Hemp. Trata-se de uma obra que soube reunir uma boa equipe de produção. O diretor Johnny Araújo contou uma história em tom universal e com riqueza dramática, com atores bem realistas e de conteúdo emocional marcante. Também gostei do longa sobre Tim Maia, que teve muitos acertos, descontando os atores que, também, fizeram Roberto e Erasmo (que seguiram tudo à risca mesmo não sendo sósias). Até o Cauã Raymond se saiu bem como o cantor Fabio (palavras ditas pelo próprio biografado, Fábio Stella). E falando em contexto universal, vale dizer que uma das marcas do cinema americano, em matéria de cinebiografias, sempre foi encontrar um excelente maquiador e técnicos em efeitos especiais faciais (vide o clássico "Forrest Gump", onde o Elvis original é digitalizado no rosto de um ator ou mesmo no nacional "Não Pare na Pista", onde Julio Andrade está perfeito na caracterização de Paulo Coelho). E aí vem a pergunta que não quer calar? Os cineastas brasileiros vão dar a desculpa que faltou verba para solucionar a problemática de atores-não sósias, em filmes tais como, "Elis" e "Minha Fama de Mau"? Acho que não. Faltou pensar grande ou faltou (mais que tudo) a ousadia de buscar caras novas em testes de elenco. É por isso que sempre tenho um pé atrás com produtores / diretores de elenco. Dá vontade de ir buscar lá fora quando eu tiver que produzir o meu filme no futuro. Acho que isso explica o tempo que fiquei pesquisando e fui criticado pela demora de escrever o roteiro do longa BÍBLIA DO ROCK. Pois bem. Sou perfeccionista, sim. Respeito a curiosidade atiçada no público saudosista e, caso eu não consiga atingir meus objetivos, prefiro então mil vezes não lançar nada a fazer sucesso com algum filme embalado por um rótulo oportunamente passageiro.
"Legalize Já" é uma aula de como fazer uma cinebiografia.
Finalizando... Sempre fui admirador dos trabalhos de Lui Farias ("Com Licença que Eu Vou a Luta" e "Lili, A Estrela do Crime") e Roberto Farias, que possui uma filmografia clássica e referencial ("Assalto ao Trem Pagador", "Pra Frente Brasil" e a trilogia de filmes "Roberto Carlos") e que lastimavelmente não foi seguida como base de produção de "Minha Fama de Mau"). Na faixa vibratória dos elogios, gostaria também de registrar que adoro o ator Reginado Faria (que foi galã de novelas, bom ator e diretor de filmes de comedia e que, por sinal, já atuou com Erasmo Carlos em "Os Machões"). Contudo, esse apreço que tenho pela família Farias, não exclui críticas ou minha liberdade de expressão em opinar a respeito deste lançamento tão aguardado por todos nós. Após a exibição, inconformado, divulguei minha visão sobre "Minha Fama de Mau" nas redes sociais, onde encontrei pouca discordância, uma vez que meu público não perdoa falhas históricas em filmes sobre personalidades do rock. Se o objetivo era repaginar o passado para as novas gerações isso se perdeu no caminho. Todavia, espero que Lui Farias aceite todas as críticas positivas e negativas, que seu novo filme irá colecionar pela frente, porque somente, assim, dando ouvidos a várias vozes, um artista evolui e administra melhor seu equilíbrio de forças. E o resto... a própria história fará justiça. Que assim seja...
Para saber mais, assista no you tube:
terça-feira, 29 de janeiro de 2019
CAIO JUNQUEIRA
De feitura frágil e rosto de menino, o ator ficou marcado como coadjuvante de luxo em filmes e novelas.
Não é de hoje que vivenciamos momentos em que artistas com morte prematura nos comovem de sopetão. E se este artista é alguém que você conheceu pessoalmente essa emoção invade o muro da racionalidade. O que posso dizer sobre esse ator antes de abordar sua carreira são os momentos em que ele esteve presente no Festival de Cinema Brasileiro de Gramado, com o filme "Buena Sorte", dirigido por Tânia Lamarca. Eu trabalhava como jornalista cobrindo o evento e não como cineasta. Na época, eu era muito franzino e não atlético como hoje. Na festa de encerramento, achava estranho que todas as pessoas que passavam por mim sorriam e me cumprimentavam. Fui descobrir posteriormente, ainda durante a festa, que eu havia sido confundido com o ator. Boa parte do público via semelhança, coisa que discordo totalmente por avaliar minhas fotos dezenas de vezes e não encontrar nenhuma semelhança, enfim... Um casal, a certa altura da noite, na pista de dança, exclamou: É ele!!! E eu, atônito, blindei a declaração com outra pergunta: "Ele quem?" - Caio Junqueira!!! O ator que fez o personagem estilo Zorro. E eu, completando com educação: "Não vi esse filme, portanto não sou quem vocês pensam." Em seguida, Barretão, Luiz Carlos Barreto passou pelo mezzanino e apertou minha mão com certa reverência. Fiquei estupefato. Mais por não me achar nem um pouco parecido com o gentil ator com quem conversei depois que pela confusão estabelecida. Então outro gentil ator exclamou (não lembro quem) "parecido não é igual". Risos.
Pois bem, entrando no fio condutor da história, lembro que o filme em questão ("Buena Sorte") trazia os atores Marcos Palmeira, Gracindo Junior e Karina Barum no elenco. Naquela época, Caio não era um ator popular, era jovem como eu, porém, como ele era filho de atores encontrou alguns atalhos que normalmente outros profissionais não encontram para atingir êxito substancial em sua carreira. De qualquer forma, em 1998, Caio era muito conhecido no meio, mas em Gramado, nas ruas, podia andar normalmente sem ser incomodado. O filme citado havia sido produzido em 1996, mas em 1998, o Festival de Cinema de Gramado passou-lhe a tão honrada estatueta, ou seja, Caio Junqueira ganhou o Prêmio Especial de Júri. Ele era um menino de talento, sem dúvida, mas possivelmente não protagonizou nenhum filme de ponta, em toda a sua carreira por ficar preso a imagem que biologicamente não poderia se desconectar - a do eterno Peter Pan caboclo.
Caio de Lima Torres Junqueira nasceu em 20 de novembro de 1976, no Rio de Janeiro, capital. Era filho do também ator Fábio Junqueira e meio-irmão do ator Jonas Torres (este obteve êxito apenas em sua infância atuando na novela "Vereda Tropical", nos idos de 1984, além de uma efêmera aparição no seriado "Armação Ilimitada"). Já Caio, desde a infância emplacou trabalhos na TV, sendo sempre aprovado na maioria dos testes de elenco. Em 1985 era Jonas que brilhava no papel de Pedrinha em "Vereda Tropical", sucesso na Rede Globo, com os atores Mário Gomes (na época, um grande comediante) e Lucélia Santos (ainda estrela de novelas e filmes como "O Sonho Não Acabou"). Entretanto, foi Caio Junqueira quem conseguiu se desdobrar em vários trabalhos posteriormente seja no cinema ou na TV. Eu diria que vários requisitos o mantiveram no topo. Um deles foi trabalhar bem a própria imagem sem nunca ficar sobrecarregado. Determinados atores que fazem sucesso demais acabam sofrendo super exposição e despencam rapidamente. Caio sempre teve consciência de que era um ator e não um astro.
Logicamente, se formos analisar friamente o passo a passo da carreira do ator, em tempos que o cinema brasileiro não tinha uma produção efervescente como nos dias de hoje, a TV brasileira dos anos 1990, de longe, foi o veículo que mais projetou o menino para a fama. Só na Globo, Caio trabalhou em séries como "Desejo", "Engraçadinha", "Hilda Furacão", "Chiquinha Gonzaga", "Um Só Coração" e "Aquarela do Brasil", e também em novelas, tais como "Barriga de Aluguel", "A Viagem", "Um Anjo Caiu do Céu", "O Clone", entre outras. Mas foi em 2004, em outra emissora, a Record, que alcançou projeção através do remake da novela de "Escrava Isaura", onde interpretou Geraldo, um abolicionista e melhor amigo da protagonista. Na nova fase da Rede Record, fez "Ribeirão do Tempo" (2010), "José do Egito" (2013) e "Milagres de Jesus" (2014). No cinema, deixou sua marca em produções de qualidade variada como na já citada "Buena Sorte" (1996), "For All - O Trampolim da Vitória" (1997), "O Que é Isso, Companheiro?" (1997), "Central do Brasil" (1998), "Gêmeas" (1999), "Quase Nada" (2000), "Abril Despedaçado" (2001), "Zuzu Angel" (2006), entre outras. O chamado "povão" teve contato maior com seu trabalho a partir do mega sucesso de "Tropa de Elite" (2007), de José Padilha. As inúmeras reportagens que noticiaram a morte de Caio Junqueira não deixam eu mentir que o policial Neto foi o papel mais marcante de sua carreira. "Tropa de Elite" é um filme icônico e quem participou deste filme entrou para a história do cinema nacional do século XXI.
Caio Junqueira partiu aos 42 anos de idade, vítima de um acidente de carro, o qual dirigia em alta velocidade pelo Aterro do Flamengo. Segundo o que mostram as câmeras da Prefeitura do Rio, ele perdeu o controle da direção, bateu numa árvore e capotou. Chegou em estado grave no Hospital Miguel Couto e nele permaneceu em tratamento por uma semana, mas veio a falecer à 5 e 55 da manhã de 23 de janeiro de 2019. Uma vida interrompida de forma inesperada. Muitos artistas que não autodestrutivos como ele seguem o sonho de se tornar uma grande personalidade além das telas e dos palcos. Caio Junqueira não viveu o suficiente para trilhar uma carreira internacional como Rodrigo Santoro, mas carimbou seu nome na memória de fãs e amigos que trabalharam com ele.
Caio Junqueira no primeiro longa da duologia "Tropa de Elite".
Para saber mais sobre CAIO JUNQUEIRA, assista no you tube:
Morre uma semana após o acidente de carro no Aterro do Flamengo, RJ.
AGUARDE O TÉRMINO DA MATÉRIA QUE ESTÁ SENDO ESCRITA EM TEMPO REAL.
domingo, 2 de dezembro de 2018
INTERVIEW WITH AMERICAN ACTOR DENNIS HAYDEN - ENTREVISTA COM O ATOR AMERICANO DENNIS HAYDEN
Today, I take pleasure in interviewing a foreign actor of many movies you may have seen. Movies like "Die Hard" (1988), "Action Jackson" (1988), "A Way with Murder" (2009), "Race to Witch Mountain" (2009) or even "Night of The Living Dead 3D - Re-Animation" (2012). While many actors in Brazil are banking stars without even filming a film of respect, Hayden is an example of simplicity and generosity (one of the qualities that reminds me much of the renowned filmmaker François Truffaut). He is the type of actor who, when well observed, reminds us of an artist's universal thinking: "There is not a character size in a movie but the degree of talent that you present during the job accepted." This is the logic of interpretation in any segment and this is the logic of Dennis Hayden. Check everything out in this special weekend interview. (EMERSON LINKS, filmmaker and writer, author of the upcoming book and movie "Love in The Times of The Internet").
Tradução: Hoje tenho o prazer de entrevistar um ator estrangeiro de muitos filmes que vocês já devem ter assistido. Filmes como "Duro de Matar" (1988), "Action Jackson" (1988), "A Way With Murder" (2009), "A Montanha Enfeitiçada" (2009) ou mesmo "A Noite dos Mortos-Vivos 3D: Reanimação - O Início do Fim (2012). Enquanto muitos atores no Brasil bancam estrelas sem sequer acumularem uma filmografia de respeito, Hayden é um exemplo de simplicidade e generosidade (uma das qualidades que me lembra muito o renomado cineasta François Truffaut). Ele é o tipo de ator que, ao ser bem observado, nos faz lembrar o pensamento universal de um artista: "Não existe um tamanho de personagem em um filme e sim o grau de talento apresentado por você durante o trabalho aceito". Essa é a lógica de interpretação em qualquer segmento e essa é a lógica de Dennis Hayden. Confira tudo, agora, nesta entrevista especial de fim de ano.
EMERSON LINKS
Naturally, let's start by talking about your career before idealizing the first feature film of your acting career. Have you always wanted to do this kind of work in film or had you in mind to improve on another segment?
Tradução: Naturalmente, vamos começar falando sobre sua carreira antes de idealizar o primeiro longa-metragem de sua carreira como ator. Você sempre quis fazer esse tipo de trabalho em filme ou tinha em mente melhorar em outro segmento?
Tradução: Naturalmente, vamos começar falando sobre sua carreira antes de idealizar o primeiro longa-metragem de sua carreira como ator. Você sempre quis fazer esse tipo de trabalho em filme ou tinha em mente melhorar em outro segmento?
DENNIS HAYDEN
I grew up in Kansas on a pig farm my Dad was an alcoholic from his years in W.W. 2. So we were very poor. When I turned 6 my Mom took me to the little School by theChruch and interduce me to the Nun's who taught school when the head Nun saw me she said UOO what a big one. I remember thinking Mom this isn't good get me out of here. She didn't so my first day of school the Nun's said you are to big to play with the other children and made me stay in while the other kids got to play. Not knowing what to do with me they made me do one man skits (plays) to entertain the Nuns. And one day my brother brought home a tv from the junk yard and made it work and the first show I saw was called the Whiley Birds and my brother said those Actors make good money doing that and I said I do that every day at school, and that's what I'm going to do when I grow up.
Tradução: Eu cresci no Kansas em uma fazenda de porcos, meu pai era um alcoolatra há muito tempo. Então éramos muito pobres. Quando eu completei 6 anos, minha mãe me levou para a pequena escola perto da Igreja e me apresentou para a freira que me ensinou. Quando a freira-chefe me viu disse "uau", que grande. Eu me lembro de ter falado a mamãe que aquilo não era bom para mim: "tire-me daqui". Ela não estava ciente de que no meu primeiro dia de aula a freira disse que eu era grande demais para brincar com as crianças e me fez ficar enquanto as outras crianças tocavam. Não sabendo o que fazer comigo, eles me encarregaram de fazer esquetes para entreter as freiras. E um dia meu irmão trouxe para casa uma TV que encontrou no depósito de lixo e o primeiro programa que vi foi "Whiley Birds" e meu irmão disse que esses atores ganhavam dinheiro fazendo isso e eu disse que fazia isso todos os dias na escola, e é isso que pretendia fazer quando crescesse.
Tradução: Eu cresci no Kansas em uma fazenda de porcos, meu pai era um alcoolatra há muito tempo. Então éramos muito pobres. Quando eu completei 6 anos, minha mãe me levou para a pequena escola perto da Igreja e me apresentou para a freira que me ensinou. Quando a freira-chefe me viu disse "uau", que grande. Eu me lembro de ter falado a mamãe que aquilo não era bom para mim: "tire-me daqui". Ela não estava ciente de que no meu primeiro dia de aula a freira disse que eu era grande demais para brincar com as crianças e me fez ficar enquanto as outras crianças tocavam. Não sabendo o que fazer comigo, eles me encarregaram de fazer esquetes para entreter as freiras. E um dia meu irmão trouxe para casa uma TV que encontrou no depósito de lixo e o primeiro programa que vi foi "Whiley Birds" e meu irmão disse que esses atores ganhavam dinheiro fazendo isso e eu disse que fazia isso todos os dias na escola, e é isso que pretendia fazer quando crescesse.
EMERSON LINKS
What are your biggest memories about the history of cinema?
Tradução: Quais são suas maiores lembranças sobre a história do cinema?
Tradução: Quais são suas maiores lembranças sobre a história do cinema?
DENNIS HAYDEN
What are your influences on film, such as film genres, actors and directors?
Tradução: Quais são suas influências no cinema, como gêneros cinematográficos, atores e diretores?
Tradução: Quais são suas influências no cinema, como gêneros cinematográficos, atores e diretores?
DENNIS HAYDEN
Steve McQueen was one of my favorite Actors and when I first went to California he was one of the first people I met and got to hang out with. Later I got to work with Sam Peckinpah on Osterman Weekend, I worked on editing his personal cute of the film , called a dirty dup.
Tradução: Steve Mcqueen foi um dos meus atores favoritos e quando fui para a California pela primeira vez, ele foi uma das primeiras pessoas que conheci e comecei a sair. Mais tarde, eu comecei a trabalhar com Sam Peckinpah no filme "The Osterman Weekend". Eu trabalhei na edição, seu pessoal era muito querido, chamado de "dirty dup".
EMERSON LINKS Tradução: Steve Mcqueen foi um dos meus atores favoritos e quando fui para a California pela primeira vez, ele foi uma das primeiras pessoas que conheci e comecei a sair. Mais tarde, eu comecei a trabalhar com Sam Peckinpah no filme "The Osterman Weekend". Eu trabalhei na edição, seu pessoal era muito querido, chamado de "dirty dup".
Have you ever thought about following the artistic career, even in different spheres, such as "I'm going to try myself as a musician" or even something of the level of a journalist inserted in the cultural circuit?
Tradução: Você já pensou em seguir carreira, mesmo que em diferentes esferas, tipo "Eu vou tentar carreira como músico" ou mesmo algo do nível de um jornalista inserido no circuito cultural?
Tradução: Você já pensou em seguir carreira, mesmo que em diferentes esferas, tipo "Eu vou tentar carreira como músico" ou mesmo algo do nível de um jornalista inserido no circuito cultural?
DENNIS HAYDEN
My older brother Bill always had a band, so I used to play Bass with him, I sang backup on Tanya Tucker’s album TNT. I also sang on John Schneider’s album. I have worked as a producer grip and all aspects of movie making. I rewrote One Man Army for the Director while filming in the Philippines.
Tradução: Meu irmão mais velho, Bill, sempre tinha uma banda, então eu costumava a tocar baixo com ele. Eu cantava backup no álbum de Tanya Tucker, "TNT". Eu cantei no álbum de John Schneider. Eu trabalhei como produtor em todos os segmentos do cinema. Eu reescrevi "One Man Army" para o diretor enquanto filmava nas Filipinas.
Tradução: Meu irmão mais velho, Bill, sempre tinha uma banda, então eu costumava a tocar baixo com ele. Eu cantava backup no álbum de Tanya Tucker, "TNT". Eu cantei no álbum de John Schneider. Eu trabalhei como produtor em todos os segmentos do cinema. Eu reescrevi "One Man Army" para o diretor enquanto filmava nas Filipinas.
Dennis Hayden and Matthew Perry.
EMERSON LINKS
Could you tell us about your first steps in your career, before you became a commercial actor?
Tradução: Você poderia nos contar sobre seus primeiros passos em sua carreira, antes de se tornar um ator comercial?
Tradução: Você poderia nos contar sobre seus primeiros passos em sua carreira, antes de se tornar um ator comercial?
DENNIS HAYDEN
When I was in Kansas all I knew how to do was farm, so I learned the carpenter trade before I set out on my quest to be an Actor so I could support myself, I found myself helping build sets for small theater in Hollywood, and the Director of one of the plays said you look like a movie star you should be in this play and I said that is my goal and from there Directors showed up for the play’s and started hiring me to do TV and films and commercials.
Tradução: Quando eu estava no Kansas tudo o que eu sabia fazer estava na fazenda, então aprendi o ofício de carpinteiro antes de começar a minha missão de ser ator para poder me sustentar. Eu me encontrei ajudando a construir cenários para pequenos teatros em Hollywood, e o diretor de uma das peças disse "você parece uma estrela de cinema e que deveria estar nesta peça". E eu disse que essa era a minha meta e por lá os diretores apareceram para a peça e começaram a me contratar para fazer filmes, comerciais e TV.
EMERSON LINKS
Tradução: Quando eu estava no Kansas tudo o que eu sabia fazer estava na fazenda, então aprendi o ofício de carpinteiro antes de começar a minha missão de ser ator para poder me sustentar. Eu me encontrei ajudando a construir cenários para pequenos teatros em Hollywood, e o diretor de uma das peças disse "você parece uma estrela de cinema e que deveria estar nesta peça". E eu disse que essa era a minha meta e por lá os diretores apareceram para a peça e começaram a me contratar para fazer filmes, comerciais e TV.
EMERSON LINKS
His first major film appearance was in the movie "Die Hard" (1988). Tell me about working with Bruce Willis?
Tradução: Sua primeira grande aparição no cinema foi no filme "Duro de Matar" (1988). Me fale sobre trabalhar com Bruce Willis?
Tradução: Sua primeira grande aparição no cinema foi no filme "Duro de Matar" (1988). Me fale sobre trabalhar com Bruce Willis?
Bruce was awesome to work with when he showed up for work he always had a grin on his face like he was thinking something funny and usually he was a very talented funny Man. Too bad I never got to work with him again. I tell the story that Eddie my character in Die Hard#1 didn’t die when he got shot in the head it just knocked him out cause of a steal plate he had in his head from the War, he woke up in the middle of all the chaos and stuck to the original plan and stole an emergency vehicle and mad his escape to South American where He’s been planning revenge on Bruce AKA John McLane and He comes back in Die Hard 6 and kill every servicer in all the Die Hard sequels and then have John and Eddie battle it out at the end and kill one another and end this Series before John McLane is in a wheel chair.
Tradução: Bruce era incrível de trabalhar, quando aparecia para o trabalho sempre tinha um sorriso no rosto como se tivesse pensando em algo engraçado e, geralmente, ele era um homem engraçado muito talentoso. Pena que eu nunca mais consegui trabalhar com ele novamente. Eu conto a história de que Eddie, meu personagem em "Duro de Matar" não morreu quando foi baleado na cabeça, apenas o nocauteou por causa de um roubo que ele tinha em sua cabeça da Guerra. Ele acordou no meio de todo o caos e foi preso ao plano original e roubou um veículo de emergência e louco por sua fuga para a America do Sul, onde ele está planejando vingar-se de Bruce (John MacLane). Ele volta em "Duro de Matar 6" para matar todos os servidores e todas as sequelas e então John e Eddie têm uma luta no final e matam um ao outro e terminam essa série antes de John Maclane estar em uma cadeira de rodas.
EMERSON LINKS
What were your experiences behind the scenes of this time where genuine idols occupied the place that today is occupied stars manufactured without any vestige of talent?
Tradução: Quais foram suas experiências nos bastidores desta época em que os ídolos genuínos ocuparam o lugar que hoje é ocupado por estrelas fabricadas sem qualquer vestígio de talento?
Tradução: Quais foram suas experiências nos bastidores desta época em que os ídolos genuínos ocuparam o lugar que hoje é ocupado por estrelas fabricadas sem qualquer vestígio de talento?
DENNIS HAYDEN
It was a different time before reality TV star’s being on the set with Charles Bronson and Jeff Bridges. Martin Landau, Nick Nolte, Raymond Burr, Tom Hulce, Harry Dean Stanton, I observed what they brought to their characters and how they prepared.
Tradução: Foi uma época diferente antes do astro do Reality Show estar no set com Charles Bronson e Jeff Bridges. Martin Landau, Nick Nolte, Raymond Burr, Tom Hulce, Harry Dean Staton, eu observei o que eles trouxeram para os seus personagens e como eles se preparavam.
Tradução: Foi uma época diferente antes do astro do Reality Show estar no set com Charles Bronson e Jeff Bridges. Martin Landau, Nick Nolte, Raymond Burr, Tom Hulce, Harry Dean Staton, eu observei o que eles trouxeram para os seus personagens e como eles se preparavam.
Dennis Hayden and Tom Hulce (actor, "Amadeus", The Movie).
EMERSON LINKS
Did you work on TV? Which projects did you participate in?
Tradução: Você trabalhou na TV? Em quais projetos participou?
Tradução: Você trabalhou na TV? Em quais projetos participou?
DENNIS HAYDEN
I did some TV started out on the Soap Days of Our Lives and moved to prime time like Simon and Simon, Crazy Like a Fox Guns of Paradise and many more.
Tradução: Eu fiz alguns programas de TV no "Soap Days of Our Lives" e mudei para o horário nobre como "Simon and Simon", "Crazy Like a Fox Guns pf Paradise" e muito mais.
Tradução: Eu fiz alguns programas de TV no "Soap Days of Our Lives" e mudei para o horário nobre como "Simon and Simon", "Crazy Like a Fox Guns pf Paradise" e muito mais.
EMERSON LINKS
How was the filming of "Another 48 Hrs" with Eddie Murphy?
Tradução: Como foram as gravações de "49 Horas - Parte 2" com Eddie Murphy?
Tradução: Como foram as gravações de "49 Horas - Parte 2" com Eddie Murphy?
DENNIS HAYDEN
Eddie is a trip he was funny and pleasant to work with every time I would see Eddie all he could do was look at me and laugh and point at me and say Hayden, funny Man.
Tradução: Eddie é uma viagem de tão engraçado e agradável de se trabalhar, toda vez que eu via Eddie tudo o que ele podia fazer era olhar para mim e rir, apontar para mim e dizer, Hayden, cara engraçado.
Dennis Hayden and Nick Nolte.
Tradução: Eddie é uma viagem de tão engraçado e agradável de se trabalhar, toda vez que eu via Eddie tudo o que ele podia fazer era olhar para mim e rir, apontar para mim e dizer, Hayden, cara engraçado.
Dennis Hayden and Nick Nolte.
EMERSON LINKS
Comment on your other work, until you have a new exhibition, in "Race to Witch Mountain", with Dwayne Johnson ("THE ROCK").
Tradução: Comente sobre o seu outro trabalho, até que você tenha uma nova exposição, em "A Montanha Enfeitiçada", com Dwayne Johnson ("The Rock").
DENNIS HAYDEN
Tradução: Comente sobre o seu outro trabalho, até que você tenha uma nova exposição, em "A Montanha Enfeitiçada", com Dwayne Johnson ("The Rock").
DENNIS HAYDEN
The Rock is way cool very nice. Man and a hard worker one day on the set someone said hay big D and I turned to answer and realized they were calling the Rock, and said they used to call me big D in my younger years, so the next morning on the set I was standing waiting for work to start and someone walked behind me and tapped me on my shoulder and said good morning Big D, and kept walking so when I turned to see who said that it was Dwayne, giving respect to me. What a great guy.
Tradução: The Rock (Dwayne Johnson) é muito legal, muito legal. O cara é um trabalhador duro. Um dia no set alguém disse Big D e eu virei para responder que estavam chamando The Rock, e disseram que costumavam me chamar de Big D (eu era grande em minha juventude). Na manhã seguinte eu estava no set, de pé, esperando o trabalho começar e alguém caminhou atrás de mim, bateu no meu ombro e disse "Bom dia, BIG D", e continuou andando assim. Quando me virei para ver quem disse era Dwayne, me tratando com respeito. Que cara legal.
EMERSON LINKS
Tradução: The Rock (Dwayne Johnson) é muito legal, muito legal. O cara é um trabalhador duro. Um dia no set alguém disse Big D e eu virei para responder que estavam chamando The Rock, e disseram que costumavam me chamar de Big D (eu era grande em minha juventude). Na manhã seguinte eu estava no set, de pé, esperando o trabalho começar e alguém caminhou atrás de mim, bateu no meu ombro e disse "Bom dia, BIG D", e continuou andando assim. Quando me virei para ver quem disse era Dwayne, me tratando com respeito. Que cara legal.
EMERSON LINKS
Do you also work as a voice actor in 3D animation films?
Tradução: Você também trabalha como dublador em filmes de animação 3D?
DENNIS HAYDEN
Tradução: Você também trabalha como dublador em filmes de animação 3D?
DENNIS HAYDEN
I have done voice over in several films and commercials in the Mini Series The Triangle I voiced over three different characters in part one, two and three.
Tradução: Eu fiz a voz em vários filmes e comerciais, na mini-série "O Triângulo", onde eu interpretei três personagens diferentes nas partes 1, 2 e 3.
Tradução: Eu fiz a voz em vários filmes e comerciais, na mini-série "O Triângulo", onde eu interpretei três personagens diferentes nas partes 1, 2 e 3.
EMERSON LINKS
Is the critic a frustrated artist? Do you know Brazilian cinema? Many filmmakers have stood out internationally and have worked with American actors such as HectorBabenco witch William Hurt ("Kiss of the Spider Woman") and Jack Nicholson ("Ironweed"), José Padilha with Gary Oldman and Samuel L. Jackson ("Robocop") . Do you believe that Hollywood has become more open to foreign filmmakers?
Tradução: O crítico é um artista frustrado? Você conhece o cinema brasileiro? Muitos cineastas se destacaram internacionalmente e trabalharam com atores americanos, como William Hurt ("O Beijo da Mulher Aranha") e Jack Nicholson ("Ironweed"), José Padilha com Gary Oldman e Samuel L. Jackson ("Robocop"). Você acredita que Hollywood se tornou mais aberta a cineastas estrangeiros?
DENNIS HAYDEN
I’m not that that familiar with Brazilian Film’s something I’m looking forward in learning.
Tradução: Eu não estou familiarizado com o cinema brasileiro, mas estou estou ansioso em aprender.
EMERSON LINKS
Have you ever thought of filming in Brazil? Do you know the culture of this country?
Tradução: Você já pensou em filmar no Brasil? Você conhece a cultura deste país?
Is the critic a frustrated artist? Do you know Brazilian cinema? Many filmmakers have stood out internationally and have worked with American actors such as HectorBabenco witch William Hurt ("Kiss of the Spider Woman") and Jack Nicholson ("Ironweed"), José Padilha with Gary Oldman and Samuel L. Jackson ("Robocop") . Do you believe that Hollywood has become more open to foreign filmmakers?
Tradução: O crítico é um artista frustrado? Você conhece o cinema brasileiro? Muitos cineastas se destacaram internacionalmente e trabalharam com atores americanos, como William Hurt ("O Beijo da Mulher Aranha") e Jack Nicholson ("Ironweed"), José Padilha com Gary Oldman e Samuel L. Jackson ("Robocop"). Você acredita que Hollywood se tornou mais aberta a cineastas estrangeiros?
DENNIS HAYDEN
I’m not that that familiar with Brazilian Film’s something I’m looking forward in learning.
Tradução: Eu não estou familiarizado com o cinema brasileiro, mas estou estou ansioso em aprender.
EMERSON LINKS
Have you ever thought of filming in Brazil? Do you know the culture of this country?
Tradução: Você já pensou em filmar no Brasil? Você conhece a cultura deste país?
DENNIS HAYDEN
Recently, Brazil has undergone an incredible transformation where several corrupt politicians have been arrested, including a President of the Republic (Luiz Inácio Lula da Silva) that ruled the country in the beginning of the 21st century. I note that the United States undergoes a crisis of political consciousness when electing with confused conservative President Donald Trump. What would you have to say about social advances and setbacks at the international level and their reflection in the cinema?
Tradução: Recentemente, o Brasil passou por toda uma transformação incrível, onde vários políticos corruptos foram presos, inclusive um Presidente da República (Luiz Inácio Lula da Silva) que governou o país no início do século XXI. Observo que os Estados Unidos sofre uma crise de consciência política ao eleger presidente o confuso e conservador Donald Trump. O que você teria a dizer sobre os avanços e retrocessos sociais em nível internacional e sua reflexão no cinema?
DENNIS HAYDEN
Tradução: Recentemente, o Brasil passou por toda uma transformação incrível, onde vários políticos corruptos foram presos, inclusive um Presidente da República (Luiz Inácio Lula da Silva) que governou o país no início do século XXI. Observo que os Estados Unidos sofre uma crise de consciência política ao eleger presidente o confuso e conservador Donald Trump. O que você teria a dizer sobre os avanços e retrocessos sociais em nível internacional e sua reflexão no cinema?
DENNIS HAYDEN
I’m not for Reality TV and I’m not for Trump reality your fired bullshit, he has set back our Country in so many bad ways.
Tradução: Eu não sou da TV Reality, não sou Trump e estou fora de suas besteiras. Ele tem atrasado nosso país de tantas maneiras ruins.
Dennis Hayden helping raise money for Social Services with Combat Radio.
Tradução: Eu não sou da TV Reality, não sou Trump e estou fora de suas besteiras. Ele tem atrasado nosso país de tantas maneiras ruins.
Dennis Hayden helping raise money for Social Services with Combat Radio.
EMERSON LINKS
Who are the artists you consider wronged? Examples: actors, directors and writers.
Tradução: Quem são os artistas que você considera injustiçados? Exemplos: atores, diretores e escritores.
DENNIS HAYDEN
Tradução: Quem são os artistas que você considera injustiçados? Exemplos: atores, diretores e escritores.
DENNIS HAYDEN
William Richert has been wronged by his own union and producers.
Tradução: William Richert foi prejudicado por seu próprio sindicato e produtores.
EMERSON LINKS
Tradução: William Richert foi prejudicado por seu próprio sindicato e produtores.
EMERSON LINKS
With which directors and actors would you like to work in cinema?
Tradução: Com quais diretores e atores você gostaria de trabalhar no cinema?
DENNIS HAYDEN
Tradução: Com quais diretores e atores você gostaria de trabalhar no cinema?
DENNIS HAYDEN
What advice would you give to a professional who is now starting a film project, today, based on their experience and example as a professional in the class?
Tradução: Que conselho você daria a um profissional que está iniciando um projeto de filme, hoje, com base em sua experiência e exemplo de profissional no mercado?
DENNIS HAYDEN
Tradução: Que conselho você daria a um profissional que está iniciando um projeto de filme, hoje, com base em sua experiência e exemplo de profissional no mercado?
DENNIS HAYDEN
I, the interviewer, who is also the creator of a suspense TV series and science fiction, "Dark Blues" and the upcoming film "Love in the Times of the Internet" intends to work with universal themes and international cast. Do you identify with these projects?
DENNIS HAYDEN
DENNIS HAYDEN
I’m not familiar whit either one of these shows.
EMERSON LINKS
Naturally, I only went through them now, first hand. Soon, there will be a wide spread talking about it. Thank you for the interview and I wish you much sucess. Reveal what question you would like me to ask you in an interview, and it has not been done so far. Ask such a question and possible answer.
DENNIS HAYDEN
EMERSON LINKS
Naturally, I only went through them now, first hand. Soon, there will be a wide spread talking about it. Thank you for the interview and I wish you much sucess. Reveal what question you would like me to ask you in an interview, and it has not been done so far. Ask such a question and possible answer.
DENNIS HAYDEN
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